Lau(del)ina


Você me diz que não gosta do seu nome,
Mas eu gosto tanto...
Ina, minha menina,
feito um sussurro de carinho,
feito quem chama com doçura
o que o mundo não aprendeu a acolher.

Quando dizemos que o que aconteceu com a gente foi um encontro
É porque não só não esperávamos, 
mas porque nos fechamos
No silêncio das dores,
no intervalo entre o fim e o começo 
de algo que parece ter vindo para curar.

Minha companheira,
que briga com o mundo,
carrega-o nos ombros,
como quem já segurou demais,
mas comigo…
se rende à calma,
à pausa,
ao afeto, 
ao alento.

Meu encontro,
no momento exato em que precisei lembrar
que ainda existia verdade no mundo.
Minh’amor,
você dorme no meu colo
como se eu pudesse te proteger de tudo
porque afinal é isso o amor:
esse lugar onde enfim,
podemos descansar.

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