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Mostrando postagens de maio, 2025

hipóteses

mas tudo não é uma resposta psicológica as demandas da falta que nos torna quem somos e como vivemos?

Tudo o que seja maior que o medo

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Às vezes o coração dispara não por amor, não por desejo, mas pelo anseio antigo de não ter onde cair de ninguém atender seu choro de se berçar sozinha. Há um eco no corpo, um lugar que se lembra de quando era perigoso precisar  de ajuda. O corpo grita: “Segure. Não solte. Não precise. Não esqueça." Hoje eu tento entender — isso foi verdade, mas não é mais! há chão dos caminhos que trilhei há abraço sempre a me encontrar, há casa quando eu preciso. E se o coração acelerar, que seja também pela alegria do encontro, pelo abrigo de uma escuta, pela certeza de que posso,  enfim, descansar  em meu próprio colo; respirar  dentro do meu próprio abraço; me (re)acolher inteira — e confiar no fluxo da vida: "Tudo que seja maior que o medo". 

Tirar os pés do chão

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" Aprendi com o mar, que onda grande se atravessa mergulhando ". Não dá pra fugir, nem passar por cima — não se afasta a água com as mãos. É preciso ir com ela, no fundo, sem se perder, segurar a respiração (e o medo), e deixar que o corpo saiba voltar à tona. Como andar de bicicleta: é preciso tirar os pés do chão. O equilíbrio vem do movimento, não do pensamento. E eu, que sempre estudei muito antes de agir, me vejo diante da curva: ou confio, ou fico parada — segura, imóvel e sem vida. Sim, tirar os pés do chão. Mesmo com roteiros incertos, sem garantia nenhuma, mesmo com o risco da queda. E ainda posso me culpar por cada arranhão causado, cada curva imperfeita, ou só por ter ousado o risco. Mas a vida nunca pediu garantias — ela pede gesto, presença, escuta do vento, águas salgadas (mar, suor e lágrimas), e o compromisso de tentar com toda essa delicadeza que me habita. " A água do rio nunca é a mesma " Nem eu serei. Mas hoje, me autorizo: a remar, a pedalar, a ...

Lau(del)ina

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Você me diz que não gosta do seu nome, Mas eu gosto tanto... Ina, minha menina, feito um sussurro de carinho, feito quem chama com doçura o que o mundo não aprendeu a acolher. Quando dizemos que o que aconteceu com a gente foi um encontro É porque não só não esperávamos,  mas porque nos fechamos No silêncio das dores, no intervalo entre o fim e o começo  de algo que parece ter vindo para curar. Minha companheira, que briga com o mundo, carrega-o nos ombros, como quem já segurou demais, mas comigo… se rende à calma, à pausa, ao afeto,  ao alento. Meu encontro, no momento exato em que precisei lembrar que ainda existia verdade no mundo. Minh’amor, você dorme no meu colo como se eu pudesse te proteger de tudo porque afinal é isso o amor: esse lugar onde enfim, podemos descansar.