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fraude:

me vi num video hoje. como pode alguém tão estressada, metódica, explosível e tensa parecer tão delicada, leve, minúscula e frágil?

saindo de casa

é que não sou tão forte assim e tenho medo de me sentir só e não-segura. é que não sou tão frágil assim e desejo meu espaço, minha liberdade, minha segurança.

ê vida

sério, volta e meia a vida me ensina que todos os parâmetros estão ali para serem quebrados, e os mais ridículos são os mais divertidos. 'nunca diga nunca' se prova um ótimo conselho.

societé du spetacle

. "numa societé du spetacle em que vivemos, o mais importante é parecer ser e não necessariamente ser, não é mesmo? porque, afinal de contas, o que importa é o que eu pareço ser e não o que eu sou realmente." a dani* *(de um fórum da Equipe MakingOff)

pra que?

é que eu gosto de olhar nos olhos, vai ver é isso, talvez. hoje eu disse: e tem alguma pessoa no mundo que eu não converse analisando? não tem! o que é errado? tinha esquecido esse problema da imagem, me irritava, hoje eu não me importei, me importei menos. pra que essa necessidade gigantesca de comunicar, de expressar? pra que tanta verdade? é, deve ser. dia desses li e disse tudo: "em vez de tentar ser definitivo ou grandioso e acabar sendo apenas ridículo"¹. é, definitivo. preciso ser entendida, ser. sabe o comichão por dentro, a coisa explodindo e gritando e querendo sair e pegar e dizer? sabe o absolutamente tudo? merda... é que gosto de olhar nos olhos e ver. ¹ Maanape, do mutatismutandis.