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atrasado

agora, que você finalmente chegou, amor e me entregou o que eu quis tudo o que eu já fiz: passou, murchou, mudou. você atrasou, amor o amor.

vivre sa vie

eu não confio no mundo. não sei mais pular num abismo de olhos fechados sentindo o vento. me jogo, mas um olho está sempre apenas fingindo não ver. mesmo na felicidade mais linda, meus vinte e cinco anos de mágoas impregnaram tudo. é como aquela história do lençol branco e as mãos sujas de carvão. ou das marcas de prego na parede. mas teimo, viciantemente, sobrevivemente, acreditar, viver. e ver essa vida pelos olhos de outra pessoa é de uma... (sabe?) absurda. e se enganar e se iludir e se perder é tão comum. mas ver que existe um outro modo, que o outro lado é feito tão possivelmente leve, e real...: infla todo este vazio. e é impossível não se apaixonar de novo.

shiva

volta e meia quero destruir tudo, afastar tudo, acabar com o errado na minha vida. mas o errado e o certo ficam mudando de lugar.

Depois do mundo vem o nada

Depois de cheio o copo, cada gota pode pôr muito a derramar E a gente só lembra do que é importante. Por que você não vai de uma vez?

reza

eu peço muito, todos os dias, a essa força que existe na vida, e que me faz não ter o controle de tudo o que quero ter: que me abra os olhos; que me faça escolher o melhor caminho para o que sou e quero ser, e consiga ter forças para manter meus ideais e vontades no meio de tanta intolerância e repressão no mundo, sem raiva, mágoa ou fraquezas, mas sempre aberta para o que for melhor. é minha oração quase diária, no fundo, para mim mesma, porque antes de qualquer coisa é em mim que preciso ter fé. já costumo acreditar em tanta coisa... é meu desejo imenso de paz para comigo, e então ser possivel de mim para com o mundo.

pitangas II

. saudade a gente mata ou deixa chorar até dormir? .