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Mostrando postagens de outubro, 2008

saco de vida, ou Marianne Renoir

. sinto isso a anos, é chato, a sensação de "me salve de mim que eu não me aguento". sabe, aquelas pessoas que largam ou abandonam o que não aguenta? pois, me deixei em algum ano da minha vida, não sei qual, e agora percebo que gradativamente vou esquecendo o que sou, me esquecendo e lutando pra não esquecer, me perdendo. "vou" não quer dizer que começou a pouco, mas que começou não sei quando e continua, tudo continua, e não no sentido que caminha ou muda. aí eu me lembro do quanto já maldisse blogs, pessoas e até mesmo a mim por escrever tanta coisa triste, e estou aqui fazendo novamente. já deletei um pra esquecer, loguei agora pensando em escrever somente "não me aguento mais, vou deletar isso aqui", mas saiu isso. uma centelha de criação/otimismo? claro. ....................... só entendi essa música hoje. ficou mais bonita.

Jamais je ne t'ai dit que je t'aimerai toujour.

Pierrot, Le Fou (1965) - J-L Godard.

cena linda

Imagem
transporte-se: a bolsa amarela - lygia bojunga (pg. 98)

(tudo não é metade.)

. e pensar que envelhecer e ser adulto e viver mal começou, na verdade. ao se pensar em jogar fora as lembraças de 10 anos atrás, que parece ter sido a um tempo absurdo, vê que logo se terão lembranças de 20, 30 anos. quanto tempo é que se espera pra esquecer, ou julgar algo necessário de guarda ou importância? e as pessoas importantes que já estão indo daqui, vão vir outras? vão acabar? e o vazio da existência delas no mundo, abstrai-se? cabe tanto vazio em nós? sei que parece triste, mas é vida, quero saber como se faz. será que envelhecer é abstrair as coisas e continuar o processo? até que ponto bloquear é ruim, ou bom? falta tanto pra se acontecer ainda, ainda. tudo não é nem metade. .