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Mostrando postagens de abril, 2008

sem título

existe um vazio parado aqui. o vazio existe, mas não sei exatamente se nasceu, surgiu, ou inventou-se. só sei que não cresce, nem morre. (não, não morre). o vazio existe e procura envolver as coisas que existem __________ (ou surgem, ou inventam-se) _________________________________ como ele, como se fosse um fio transparente muito fino e resistente. o vazio resiste, sufoca, como uma fumaça quase sem cor e sem cheiro num espaço não necessariamente fechado. mas vazio não se exemplifica. é um lugar? é uma coisa? é...? é não. é todo não que permanece e teima em não se deixar preencher por outra alternativa. Deve-se tentar manter um controle de entrada/saída.

confusão

num minuto eu quero tu bem perto noutro tu bem longe noutro eu mesma bem longe de tu-do

Com/Sem

Morreste em mim domingo à tarde. Em vão te procurei nos alfabetos os hieróglifos da memória emudeciam. Como um grito que só tivesse o eco: não, não me resta nada a perfazer. Tudo em mim se cumpriu, só eu não me cumpri Do que ficou, construi um poema amargo. E os dias a se estamparem nas retinas me lembrarão sempre que tu morreste em mim domingo à tarde E eu em mim morri todos os dias. [Os Três Movimentos Da Sonata (1968/1977) - Antônio Brasileiro]
"será que dessa vez você vai aceitar alguém que te ame antes que você ame demais?" disse o amigo da camisa verde.

por que nasceu?

Meu pai tem dessas, de achar que eu tenho que pensar em tudo antes. Hoje mesmo fui comprar um livro, pesquisei o preço, baratinho, cheguei lá estava esgotado. Já em casa, conto pro meu pai o ocorrido. Ele, prontamente: Por que não ligou pra lá antes? No dia em que eu morrer ele deve dizer: Por que foi que nasceu?