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Mostrando postagens de 2009

saindo de casa

é que não sou tão forte assim e tenho medo de me sentir só e não-segura. é que não sou tão frágil assim e desejo meu espaço, minha liberdade, minha segurança.

ê vida

sério, volta e meia a vida me ensina que todos os parâmetros estão ali para serem quebrados, e os mais ridículos são os mais divertidos. 'nunca diga nunca' se prova um ótimo conselho.

levemente vazia

sei que gosto do seguro, do claro, que mesmo na dor sou agarrada à sinceridade; é minha forma de controle, é o que eu me permito como exigência para morar na mais possível paz.

pausa

. " ai nem, ai não, ai negaaaaa... aaah, solidãããoooun, foge que eu te encontro, que eu já tenho asas. isso lá é bom? doce solidão, ououú." .

reza

eu peço muito, todos os dias, a essa força que existe na vida, e que me faz não ter o controle de tudo o que quero ter: que me abra os olhos; que me faça escolher o melhor caminho para o que sou e quero ser, e consiga ter forças para manter meus ideais e vontades no meio de tanta intolerância e repressão no mundo, sem raiva, mágoa ou fraquezas, mas sempre aberta para o que for melhor. é minha oração quase diária, no fundo, para mim mesma, porque antes de qualquer coisa é em mim que preciso ter fé. já costumo acreditar em tanta coisa... é meu desejo imenso de paz para comigo, e então ser possivel de mim para com o mundo.

pitangas II

. saudade a gente mata ou deixa chorar até dormir? .

pitangas

. quero me despedir de você. e indo você embora de vez, irá contigo também a esperança, que ocupa muito espaço por aqui. depois, fingindo que você não existe mais, te escondo de mim. ponho um lençol amarelo por cima da lembrança da tua casa, da empada. te esqueço no meio da minha falsa felicidade que aos poucos se converterá, como eu sempre espero que seja. e me paro de te odiar. .

a paz

. quem disse que saudade é bom é masoquista e ponto. porque é na falta de desejos que se acha a paz. .

live and die

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One Hundred Live and Die , 1984. Bruce Nauman. neon e vidro.

Desconstrução: Roberto Carlos na cabeça.

"Agora não vou mais chorar Cansei de esperar De esperar enfim" ...

sexta-feira?

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foto: google

00:00h

Como pode alguém sonhar O que é impossível saber . Não te dizer o que eu penso Já é pensar em dizer Isso eu vi, o vento leva! Não sei mas sinto que é como sonhar Que o esforço pra lembrar É vontade de esquecer E isso por que? (diz mais) Ú Se a gente já não sabe mais Rir um do outro meu bem Então o que resta é chorar E talvez se tem que durar Vem renascido o amor bento de lágrimas. Um século, três Se as vidas atrás São parte de nós E como será? O vento vai dizer lento que virá E se chover demais A gente vai saber, Claro de um trovão, Se alguém depois sorrir em paz (Só de encontrar... )

V

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"Olha, terminou o amor."

Rio

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porque saudade.

notas

queria colecionar sorrisos. .ontem: existe (ainda) uma linha muitíssimo tênue de autocensura, equilíbrio, empatia. agora tudo eu exemplifico (mentalmente) com imagens: penso na linha muitíssimo fina, como uma corda de violino, a ser estremecida pelo arco. gosto do nanquim marrom e artigos definidos antes do nome da pessoa. imagem da realização de discussões imaginárias; dos lábios dele lendo a Crítica da Razão Pura ; dos minutos do fim. e o fim é a liberdade de ser. .

avelã, ou msn III

. R* diz: eu acho a vida, de forma geral, uma coisa muito bonita, triste, mas muito bonita. isso de se chorar, de existir cafuné, de se atravessar a rua, de se cheirar as pontas dos dedos, de se perceber uma formiga... de ir ver os mortos, de falar de todas essas coisas... eu quase choro, com um sorriso no rosto, só de pensar nisso. .

coisas da vida

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Calvin.

societé du spetacle

. "numa societé du spetacle em que vivemos, o mais importante é parecer ser e não necessariamente ser, não é mesmo? porque, afinal de contas, o que importa é o que eu pareço ser e não o que eu sou realmente." a dani* *(de um fórum da Equipe MakingOff)

pra que?

é que eu gosto de olhar nos olhos, vai ver é isso, talvez. hoje eu disse: e tem alguma pessoa no mundo que eu não converse analisando? não tem! o que é errado? tinha esquecido esse problema da imagem, me irritava, hoje eu não me importei, me importei menos. pra que essa necessidade gigantesca de comunicar, de expressar? pra que tanta verdade? é, deve ser. dia desses li e disse tudo: "em vez de tentar ser definitivo ou grandioso e acabar sendo apenas ridículo"¹. é, definitivo. preciso ser entendida, ser. sabe o comichão por dentro, a coisa explodindo e gritando e querendo sair e pegar e dizer? sabe o absolutamente tudo? merda... é que gosto de olhar nos olhos e ver. ¹ Maanape, do mutatismutandis.

carnaval

Mas é carnaval Não me diga mais quem é você Amanhã tudo volta ao normal Deixa a festa acabar Deixa o barco correr Deixa o dia raiar...

felicidade

se deixar contagiar pelas coisas leves, pelos sorrisos no caminho. ir juntando cada motivozinho que vai despertando e formando o teu. suspirar, respirar, e sentir o movimento. felicidade é ter a calma no coração .

deixe-me

deixe-me ser leve e louca e infantil

agora

. preciso aproveitar este momento e te dizer. o momento-agora em que me encontro bêbada de mim mesma e sóbria de qualquer um. preciso aproveitar este momento em que estou bonita e pura de (i)verdades a olho nu. é isto, ser vista: preciso sentir todos os planos e razões e libertações de alguma censura minha e louca. isto, admitir e ser pura. e é este momento-agora que te digo.

árvore errada

sempre achei hilária a expressão: "estava latindo para a árvore errada" na prática perde a graça.

"quero escrever movimento puro"

. ando meio à flor da pele ... que certas coisas minhas andam mais à mostra. há um tempo na verdade, talvez seja eu notando somente, agora. sempre fui nostálgica, ando mais, de lembrar de pessoas, de momentos, especialmente de apredizagens, exemplos que me são úteis agora e eu fico buscando reaprendê-los, tirar mais uma gotinha, uma tentativa de ativar mudanças por dentro. ando sentindo saudade dos livros que li, fico lembrando das frases, me repetindo, fazendo de mantra, tentando buscar em mim a seleção perfeita, a teoria. sempre fui urgente, querer que tudo se resolva, esclareça, movimente, tome um rumo, ou morra de vez. sempre quero demais. acabei pensando que, poxa, vivi tanta gente incrível, tanto mundo, que bom. e ao mesmo tempo tentando me fazer pensar menos, viver mais tudo isso. .
. uma saudade absurda de acordar contigo me olhando dormir... .

msn II

conversa de começo de ano: eu to com um plano pra esse ano, de conhecer mais Salvador, de gente e outros lugares. tem tanta gente aqui, todo mundo tem amigo, mas a gente tem os mesmos. o circulo social nosso é minúsculo, todos os meus, os seus e os amigos de nossos amigos frequentam o mesmo bairro sempre pra se divertir. entende? isso diminui muitíssimo várias possibilidades, vários mundos que podemos conhecer. acho um absurdo. sou a favor de tentar. crescer. ampliar. melhorar. odeio a sensação de estar perdendo algo, tempo, gente, possibilidade, chance, conhecimento fácil e acessível que eu não vejo porque to parada.