Faz tempo que eu pensava que não existia mais gente como você. E o engraçado é que te reconheci antes mesmo de te ver. Era apenas uma voz macia, de cuidado puro, riso leve e a foto de uma água-viva. Eu vivo nas águas profundas Onde nem todo mundo consegue chegar. Você é como um sol que mergulha e ilumina tudo, "Brilha e queima" — você avisa. São tantas defesas que a gente se inventa, menina, a cada dia que eu te vejo Eu relembro de mim mesma, vivendo uma vida que nem essa que você fala e que eu achava que já não existia mais. Eu te falo sobre vulnerabilidade sobre as palavras, as artes e a filosofia; sobre uma necessidade de se expressar, de entender e de colocar poesia em tudo. E nós duas temos liberdade tatuada na pele! Você me mostra um pouquinho de você e eu fico querendo te dar um mundo — feito à mão, com calma e intensidade pintado à óleo, de lavanda. Pra ver se você me mostra mais... desse aí que você enxerga, com esse olhar...
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beijos