Tudo o que seja maior que o medo
Às vezes o coração dispara
não por amor,
não por desejo,
mas pelo anseio antigo
de não ter onde cair
não por desejo,
mas pelo anseio antigo
de não ter onde cair
de ninguém atender seu choro
de se berçar sozinha.
Há um eco no corpo,
um lugar que se lembra
de quando era perigoso precisar
um lugar que se lembra
de quando era perigoso precisar
de ajuda. O corpo grita:
“Segure. Não solte.
Não precise. Não esqueça."
Não precise. Não esqueça."
Hoje eu tento entender —
isso foi verdade,
mas não é mais!
há chão dos caminhos que trilhei
há abraço sempre a me encontrar,
há casa quando eu preciso.
E se o coração acelerar,
que seja também
pela alegria do encontro,
pelo abrigo de uma escuta,
pela certeza de que posso,
enfim, descansar
em meu próprio colo;
respirar
respirar
dentro do meu próprio abraço;
me (re)acolher inteira —
e confiar no fluxo da vida:
e confiar no fluxo da vida:
"Tudo que seja maior que o medo".

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