vivre sa vie
eu não confio no mundo. não sei mais pular num abismo de olhos fechados sentindo o vento. me jogo, mas um olho está sempre apenas fingindo não ver. mesmo na felicidade mais linda, meus vinte e cinco anos de mágoas impregnaram tudo. é como aquela história do lençol branco e as mãos sujas de carvão. ou das marcas de prego na parede. mas teimo, viciantemente, sobrevivemente, acreditar, viver. e ver essa vida pelos olhos de outra pessoa é de uma... (sabe?) absurda. e se enganar e se iludir e se perder é tão comum. mas ver que existe um outro modo, que o outro lado é feito tão possivelmente leve, e real...: infla todo este vazio. e é impossível não se apaixonar de novo.