Sobre ser concha, não oferenda
Começo com vários suspiros esta milésima e diária despedida involuntária. "Se escutar tem um poder imenso", eu te digo. E repito e repito... pra mim mesma. Sobre ser concha Não mais oferenda. Algumas presenças abrem portais que insistem em existir como se o tempo, distraído... mas hesitam e controlam a intensidade. Você acende, ela apaga. Você escreve, ela silencia. Você oferece, ela resiste — a guardiã da porta. Ofereço o que pulsa, sem amarras, mas com reciprocidade. Liberdade não é ausência, é dança. É estar com — sem prender. De um lado, a que desperta e se esconde. Acende e se retrai. Sereia do fogo e do excesso de bom senso. Do outro, a que ama como ninguém, mas, presa em nós antigos, não entra na vida que sonho partilhar. Fala de estar, como quem liberta, mas me guarda entre receios. Fala de amor, como quem divide, mas me vê como metade. Fala em parceria, mas sustenta só um lado. O que é que vale a pena? Nessa vontade de seguir mas sem par. Lib...