Há dores que nos causam rachaduras fissuras fundas dentro do peito. Apagamos a luz pra ninguém ver Erguemos barreiras pra ninguém entrar Mas a luz acha jeito E, distraída no caos, te vi como um portal, me deixei iluminar. Que dores carrega Pra chegar até aqui e não se aninhar no meu peito? Não quero te prender Visto que és sereia, leoa, medusa brilhante, filha das águas turvas, que escorres entre os dedos, mas nunca sem deixar marcas. Esquece que o que mais me atrai é contemplar seu modo de ver o mundo, o espelho que eu encontro em ti? Também não suporto nada que me prenda, que me impeça de viver a vida. Passei o resto da manhã de hoje chorando. Pensar que te causei algum mal-estar está me corroendo de dor. Pensar que você tentou — se abrir ou me responder — e eu devolvi com mágoa porque falhei em te compreender. Não conhecemos as dores uma da outra, mas sinto a tua profundamente.
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Espero que um vento fresco bata nele de levinho, fazendo-lhe cocégas e tirando ruído de sorriso. Né? Obrigada por lembrar de mim. Quase que eu ia te conhecer várias vezes, mas acho que o Py desviou o caminho. Um beijo.