"Olha, terminou o amor."
Tudo o que seja maior que o medo
Às vezes o coração dispara não por amor, não por desejo, mas pelo anseio antigo de não ter onde cair de ninguém atender seu choro de se berçar sozinha. Há um eco no corpo, um lugar que se lembra de quando era perigoso precisar de ajuda. O corpo grita: “Segure. Não solte. Não precise. Não esqueça." Hoje eu tento entender — isso foi verdade, mas não é mais! há chão dos caminhos que trilhei há abraço sempre a me encontrar, há casa quando eu preciso. E se o coração acelerar, que seja também pela alegria do encontro, pelo abrigo de uma escuta, pela certeza de que posso, enfim, descansar em meu próprio colo; respirar dentro do meu próprio abraço; me (re)acolher inteira — e confiar no fluxo da vida: "Tudo que seja maior que o medo".
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