Sereia de fogo
observo as linhas suaves
debaixo do seu vestido
sereia de fogo,
hoje sonhei contigo,
beijava seu corpo inteiro
seus seios, seu umbigo,
sua flor.
de me tirar do eixo
nesse desejo cúmplice
de trocarmos palavras e
doses homeopáticas de "cin",
me trazer de volta a poesia.
mas o desejo não aceita censura
seu olhar: farol que não orienta,
desorienta
a bússola tatuada no meu peito.
porque seu dom é não caber
em moldura, em norma,
um mapa ao tesouro.
seu dom é (en)cantar pro mundo.
sereia
que queima
feito Shiva dançando
e eu,
ardendo.

Comentários