Dele — ou Lua em Câncer

Te escrevo num domingo de férias 
Pra você que de tudo duvida —
coração machucado e desconfiado,
mas cheio de amor e fé
Pra te trazer um pouco de leveza na vida. 

Um ogro fofo com jeito marrento,
que tem mexido com meus instintos 
e sentimentos.
Amante da liberdade 
e da adrenalina
Me diz, com a voz arrastada:
"Bom dia, pequena".

Que uma hora dessas vai segurar
na minha nuca, com força, 
e tacar-
me um beijo. 
E que maldiz o dia 
em que insistiu comigo brincar.

Porque nossa conexão é forte,
e, se passar uma noite comigo,
não se acha mais.
Seu olho negro tem sido minha sorte, 
a situação viciante 
que não dá pra negar.

Sinto seu cheiro em qualquer rua,
de qualquer cidade que eu ando.
Já reconheço o barulho da sua moto,
anunciando o estrago nos meus planos.

Te mostro meu corpo,
digo que te quero dentro.
Te conto minhas regras de amor
e deixo você chegar...
perto.

Me enche de perguntas 
sobre o que eu gosto — quero, penso, sinto 
prazer
em responder,
desejando que um dia
tudo o que dizemos
se transforme em realidade 
com você.

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