Setembro 12::2004

Que vão pra porra os homens! E as meninas também. Que vá pra porra a vontade, que vá pra porra a falta de loucura do mundo e o meu descostume repentino de coragem. Que vá pra porra, definitivamente, o pudor, a falta do que falar, e a obediência às regras que se é contra. Que vá porra você mesmo que não acredita mas faz, e a mim mesma. Vá pra porra você que eu amo, e não me permito porque você não me permite... e a toda essa complicação que eu mesma crio, pela doença da autodefesa. Vá pra porra a liberdade que eu não cumpro, o beijo que não roubei, a tentação que não cedi, a briga que não concretizei. Vá pra porra todos os dias da estúpida existência do medo, o receio, ou qualquer coisa e que quem quer que sinta isso.

Vá pra porra você que não se entregou a mim, que não me recebeu, ou que não me enxergou, e também quem me idealizou demais. Vão todos vocês pra porra que não aproveitam essas oportunidades de encanto por causa do que pode vir depois, do não-saber. Vá pra porra o ceder eterno ou sempre, a culpa, a carência, a falta de vontade e a mania de querer dar certo quando se acabou e só pode, um dia...renovar, se der tempo ao tempo (aaaaarg). Vão vocês pra porra também, vocês que eu não beijei, que eu não amei, que eu não conheci, principalmente que não gritei, que eu desejei durante essa semana de loucura inicialmente explosiva.

Vão pra porra, sim?

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